Assessoria de Comunicação Social Classificação da Notícia: Criminal
| 14/04/2011 14:52:52 | Redatora: Aline D'Eça (MTb-BA 2594) |
Combate à lavagem de dinheiro só é
possível com integração de órgãos
possível com integração de órgãos
O combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro não pode ser feito de forma isolada; ele prevê a integração de todos os órgãos de defesa social. E mais que isso, a criminalidade organizada cria, a todo momento, novas modalidades de atuação, desta forma, torna-se imprescindível que também o trabalho de inteligência e investigação que visam combatê-la se especialize cada vez mais. Estas foram algumas das observações apresentadas na manhã de hoje, dia 14, durante a abertura do 'II Seminário sobre Lavagem de Dinheiro e Cooperação Jurídica Internacional”, que acontece até o final do dia e amanhã no auditório do Ministério Público da Bahia.
“Não se combate o crime organizado apenas prendendo pessoas. Para ser efetivo, é preciso estrangular financeiramente a organização criminosa. Atualmente, apreender bens é muito mais eficaz que, simplesmente, prender criminosos”, observou Saadi. Também compuseram a mesa de abertura do evento a vice-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Maria José Sales; procurador da República Danilo Dias; secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa; defensora pública-geral Maria Célia Padilha; juiz federal da 17ª Vara Criminal do Tribunal Regional Federal, Antônio Scarpa; inspetora fazendária de investigação e pesquisa da Secretaria da Fazenda da Bahia, Sheila Meirelles; coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público (Ceaf), promotor de Justiça Márcio Fahel; e o coordenador do Núcleo de Articulação ao Combate à Lavagem de Dinheiro e Corrupção (NAC-LD) do MP, promotor de Justiça Marco Antônio Chaves.
Destinação de bens apreendidos
Saadi criticou o sistema processual brasileiro devido à demora no trânsito em julgado dos processos penais e apresentou dados do Sistema Nacional de Bens Apreendidos, que informam que existem atualmente mais de cinco mil veículos apreendidos, “a maioria deles apodrecendo em depósitos e pátios”.
Ainda durante o painel, o promotor de Justiça Marcos Chaves falou sobre a atuação e atribuições do NAC-LD do Ministério Público baiano, que, segundo sintetizou, é um micro-organismo que tem como perspectiva agregar entidades parceiras e servir de elo entre a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) e o Ministério Público. Após apresentação do professor Sebastian Borges Melo, foi aberto o debate ao público.
Agora à tarde, o evento prossegue com o painel “Extinção de Domínio e Lavagem de Dinheiro”, presidido pelo coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Criminais (Caocrim), promotor de Justiça Júlio Travessa, e como debatedores o juiz federal de Minas Gerais André de Vasconcelos, o promotor de Justiça Fábio Bechara e o advogado Gamil Föppel. Amanhã será apresentado no turno matutino o painel “Cooperação Internacional e Recuperação de Ativos”, que será presidido pelo promotor de Justiça Gervásio Lopes e terá como debatedores o procurador da República na Bahia, Rodrigo de Grandis, a diretora adjunta do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional da SNJ, Camila Colares Bezerra, e a advogada Thaís Oliveira Passos. O procurador-geral de Justiça Adjunto para Assuntos Jurídicos do MP-BA, Rômulo de Andrade Moreira, presidirá o último painel no evento sobre “Limites da responsabilidade do advogado na lavagem de dinheiro”. O promotor de Justiça de São Paulo Arthur Pinto de Lemos Júnior, o juiz federal na Bahia Durval Carneiro Neto e o advogado Fernando Santana Rocha participarão como debatedores.
ASCOM/MP – Telefones: (71) 3103-6505/ 6502/ 6567


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